Videoclipe mostra a arte macabra por trás de Splatterhouse

A publicadora de jogos eletrônicos Namco Bandai soltou videoclipe em que revela “a arte” da produção de Splatterhouse, jogo de ação inspirado em uma clássica história de terror da década de 1980, que traz um herói mascarado e lutas sangrentas, muuuito sangrentas.

Splatterhouse estreou em 23 de novembro de 2010.

O jogo roda em plataformas Playstation 3 (PS3) e Xbox 360 (X360).

Quem assina é a produtora Namco Bandai, da cidade de Tóquio, Japão.

A arte de Splatterhouse

Dan Tavor, produtor do jogo, anteriormente já havia dito que se inspirou em ideias macabras, que assistiu a dezenas de filmes de horror e terror para fazer cada milímetro de Splatterhouse — e que seus preferidos são as obras dirigidas por John Carpenter, como o original Halloween (1978).

Agora o restante da equipe diz o que acha…

Dave Wilkins, diretor de arte, explica que Splatterhouse é feito para quem gosta de monstros. Segundo Wilkins, a série sempre foi conhecidamente habitada “por coisas estranhas e do além” e a ideia na nova versão foi começar tudo do zero, mas colocando os elementos que, segundo ele, “não poderiam faltar em um Splatterhouse”. E assim o novo título já parece “velho conhecido”, um clássico dos anos 1980.

O braço direito de Wilkins, o artista Hoang Nguyen, explica que escolheu cores saturadas para pincelar os personagens e os cenários. A ideia foi abusar do contraste, evidenciar todo o sangue e dar ao visual um aspecto de ter sido pincelado à mão. Nguyen explica o uso das câmeras durante as cenas mais violentas. “Ela se aproxima, chega bem perto para mostrar os detalhes” até tudo explodir em sangue na tela.

Bryan Johnston, responsável pela criação dos personagens, conta que a equipe se preocupou em respeitar a anatomia do protagonista Rick Taylor, construindo tudo por baixo de sua pele, fazendo músculos, órgãos e esqueleto. Ao sofrer ferimentos graves, Taylor por ter vértebras e músculos expostos, esfacelados e tal.

Mas se o protagonista pode sofrer horrores, pior ainda é a situação dos monstros inimigos. Sonny Santa Maria, líder de animação, explica que todas as criaturas foram construídas de maneira que pudessem ser esquartejadas e ter todas as partes de seus corpos separadas. Taylor, o “herói”, pode arrancar a perna de um inimigo e manuseá-la como se fosse um bastão para terminar o serviço e matar o monstro (ainda em agonia após ter sido desmembrado).

Jogo e série

Splatterhouse é um revival do episódio original, de 1988, que deu início à saga de Rick Taylor, jovem que é amaldiçoado por uma misteriosa máscara e se torna um andarilho do inferno, vagando por uma dimensão repleta de mortos-vivos e criaturas bestiais.

O “remomeço” da série é assinado por Gordon Rennie, roteirista de histórias em quadrinhos como Necronauts Juíz Dredd. Mas embora haja um enredo repaginado e atualizado, Splatterhouse continua o mesmo. Há muita ação (sanguinolenta) e pouco papo(-furado).

Interpretando o estudante Taylor, um jovem comum cuja namorada, Jennifer Willis, desaparece após entrar em uma mansão abandonada, você se depara com demônios e uma misteriosa máscara, que lhe promete poderes para enfrentar as bestas que o impedem de encontrar sua namorada. Após vestir a máscara, porém, Taylor se transforma em um monstro de força descomunal.

É possível aplicar ataques em sequências um tanto truculentas. Taylor não apenas esmurra e dá chutes homéricos nos inimigos, mas usa cutelos para fatiá-los, destrói braços, cabeças e torços, e ainda pode arrancar pedaços das criaturas adversárias usar essas partes de corpos como uma arma e bater nos adversários (ainda agonizados pelas decaptações) ou, melhor ainda, apelar para equipamentos como serras elétricas. E além da brutalidade, os poderes da máscara permitem a Taylor reanimar inimigos corpos e você pode organizar exércitos de mortos-vivos para ajudar em sua jornada.

Alguns inimigos e chefes-de-fase conhecidos de outros episódios da série foram refeitos, deformados e embrutecidos para o remake.

Uma curiosidade é não haver uma interface com indicadores da vitalidade de seu personagem. Em vez disso, o próprio Taylor é referência. Quanto pior seu corpo, pior está sua saúde. Os inimigos podem arrancar pedaços e rasgar a pele de Taylor, deixando à mostra músculos, ossos e até os órgãos. Quanto mais mutilado, mais próximo da morte você está.

Splatterhouse (1988) foi o primeiro jogo eletrônico a ser indicado “para maiores de 18 anos”, porque foi considerado muito violento. A partir de então é que todos os jogos passaram a ser “classificados” segundo indicação etária e de conteúdo. Agora, tanto o jogo original de 1988 quanto suas sequências, de 1992 e de 1993, estão incluídos como bônus no novo Splatterhouse.

Bandas como 5 Finger Death Punch, Goatwhore, Lamb of God, Mastodon e Mutant Supremacy, intérprete da faixa Morbid Dismemberment (em tradução livre, Desmembramento Mórbido), assinam a trilha sonora em que prevalece o gênero rock. Quer dizer, é rock pesadíssimo, visceral, com berros, grunidos, urros, e solos de bateria e de guitarra. Vale realçar a participação da Cavalera Conspiracy, banda liderada pelos irmãos brasileiros Igor e Max Cavalera, integrantes originais do Sepultura.

A trilha sonora “combina perfeitamente com o estilo brutal e sangrento do jogo”, descreve nota. Howard Drossin, que já foi inclusive diretor de trilhas sonoras da Sega, também preparou composições inéditas para acompanhar as cenas de Splatterhouse.

Trilha sonora: Splatterhouse

5 Finger Death Punch: Dying Breed

ASG: Dream Song

Cavalera Conspiracy: Must Kill

Goatwhore: Apocalyptic Havok

High On Fire: Fire, Flood & Plague

Invisible Enemies: Dead Eyes

Lamb of God: Walk With Me in Hell

Mastodon: Blood and Thunder

Municipal Waste: Rigorous Vengeance

Mutant Supremacy: Morbid Dismemberment

Terrorizer: Dead Shall Rise

The Accused: Pounding Nails

The Haunted: Hollow Ground

Wolfshirt: Headlong Into Monsters

Splatterhouse (produção: Namco Bandai | publicação: Namco Bandai), PS3, X360.

Estreia:

América, novembro de 2010.

Ásia, novembro de 2010.

Europa, novembro de 2010.

Oceania, novembro de 2010.

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