Produtor de Metal Gear Solid: Rising veta violência contra humanos

Shigenobu Matsuyama, produtor do jogo Metal Gear Solid: Rising, teme que as pessoas façam comparações entre Rising e os títulos da polêmica e violenta série Grand Theft Auto (GTA). Matsuyama defende que, apesar de o jogo permitir realizar coisas extremamente violentas, como decaptar adversários, o foco é justamente o contrário: “respeitar a vida humana”.

O jogo estreia em 2011.
O título roda em plataformas Playstation 3 (PS3), Windows (PC) e Xbox 360 (X360). Quem assina é a produtora Kojima Productions, da cidade de Tóquio, Japão.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Em entrevista ao site Eurogamer, Matsuyama disse temer que a apresentação do título feita à Electronic Entertainment Expo (E3), maior exposição de jogos eletrônicos dos Estados Unidos, tenha passado a idéia de que Rising tem violência semelhante a de títulos da série GTA. “Devido à liberdade que o jogo permite, são inevitáveis comparações com GTA“, disse.
Durante a E3 2010, foi mostrado um vídeo em que o protagonista Raiden fatiava vários objetos e até mesmo um automóvel. “Será possível fatiar (de todas as maneiras) corpos humanos “, explicava nota oficial publicada à época.
“Nunca vi essa liberdade em outros jogos. Você pode ir a qualquer lugar, fazer qualquer coisa”, disse Matsuyama. “É divertido, mas ao mesmo tempo temo a reação das pessoas diante disso”, explica.

Jogo e série
Metal Gear Solid: Rising é uma série de crônicas sobre a transformação do protagonista Raiden, que se tornou um ciborgue ninja em detrimento de sua humanidade. A história mostra eventos que rolam entre os episódios Sons of Liberty, em que Raiden era o personagem principal — humano –, e Guns of the Patriots, quando ele retorna coadjuvante — ciborgue –, meio humano, meio robô.
Segundo o produtor Shigenobu Matsuyama, Rising pode ser experimentado de várias formas, seguindo na surdina e se escondendo, ou se lançando abertamente pelos campos de batalha. Matsuyama explica que ” você nunca será recompensado por matar seres humanos em Rising“. Ou seja, é possível matar humanos, mas isso não o ajudará. Ao encontrar resistência humana, “você poderá cortar suas armas e fazê-los fugir. E se acidentalmente você fatiar as mãos deles, quem sabe seja perdoado”, explica.
Mineshi Kimura, diretor do jogo, inclusive explica que a pessoa é encorajada a ser pacífica, prosseguindo de forma não-violenta. “É possível finalizar toda a aventura sem matar ninguém. Não que haja uma diferença moral entre atacar robôs e atacar humanos, mas há uma virtude quando você opta por desabilitar seus inimigos em vez de matar todos eles”, argumenta.
Mas se a violência contra humanos é reduzida, há centenas de oponentes robôs e ciborgues para serem infinitamente fatiados. Os oponentes abatidos deixam cair recargas energéticas, munição e vários outros itens.
Raiden carrega uma espada (katana) tão afiada que pode cortar automóveis, ciborgues, objetos, prédios e robôs como se fossem feitos de manteiga. “É afiada, afiadíssima”, disse Kimura, sobre a espada do protagonista.

Metal Gear Solid: Rising (produção: Kojima Productions | publicação: Konami), PC, PS3, X360.
Estreia:
América, 2011.
Ásia, 2011.
Europa, 2011.
Oceania, 2011.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: